Homenaxes!

POESIA:

UN HAIKU PARA A FORMIGA ATÓMICA!

Poderias imaxinar unha formiga,
amigo Walt Whitman,
levantando un elefante…?

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JOHN BALAN:”TRABALLA QUEN NON VALE PARA OUTRA COUSA”

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Un xenio.
John Balan e a porta: facede clic na foto!

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ORLANDINHO E O TEATRO DE SOMBRAS

@s Carruselo pertencem a essa saga de artistas ambulantes que andam com o espectáculo debaixo do braço. Esse tipo de gente que, nom se sabe como, conseguem que abras a boca com um grande OOOOoooh ou com umha gargalhada inesperada e mágica. Por isso hoje comezamos no nosso blogue un novo apartado: “Homenaxes”, no que queremos falar dalgumha gente á que admiramos.

E queremos iniciar a homenagem de hoje com umha persoa que vive muito longe, mas ai ao lado, nesse continente pendente dumha revoluçao, África. Essa persoa mítica no mundo do espectáculo é Orlandinho, o famoso Orlandinho de Maputo, no Moçambique.

Dous camaradas de escena, os grandes Carlos Santiago e Miguel de Lira estiverom a falar-nos da sua estáncia em Maputo ao lado do grande Orlandinho. Como Carlos e Miguel abriam moito os olhos e a sua emoçom se multiplicou por mil ao recordar o espectáculo de Orlandinho, hoje fomos visitar o senhor Google e atopamos esta boa descriçom de que é o que fai este grande artista que com umha caixa e umha vela enche os coraçons do seu público.

“Há uma música que vai percorrendo a Feira Popular como um daqueles antigos realejos roufenhos. É o Orlandinho e a sua caixa mágica. O Orlandinho é um negro magro e elástico, com um sorriso capaz de desarmar um exército. Empurra uma caixa de papelão, forrada com um pano de chita, onde está recortado um pequeno ecrã branco. É o seu cinematógrafo. Um gravador desconjuntado vai chamando a atenção de quem passa. Por pouco, muito pouco, Orlandinho mostra o seu filme a quem quiser ver e se dispuser a pagar o preço combinado. Orlandinho é argumentista, cenógrafo, actor e realizador dos seus filmes.

E logo começa a sessão, a história de Orlandinha, uma rapariga que não resiste avanços de um bem dotado rapaz, cujos dotes oratórios a convencem a praticar todo o género de kamasutras da literatura. É um teatro de sombras, de personagens construídos de malícia e de latas de refrigerantes esmagadas. Uma vela alumia a cena e Orlandinho interpreta todos os personagens, cadenciando a voz, imitando guinchos, suspiros e imprecações. Difícil de satisfazer, Orlandinha percorre o universal caminho da fêmea: do não ao não pares, até que as letras FIM tomam conta do ecrã. Foram dez minutos de risos desbragados.

As pessoas que saem dos restaurantes vão-se juntando em volta daquele cinematógrafo e soltam gargalhadas despudoradas. As mulheres, penduradas nos braços dos maridos, começam por puxá-los, por querer tirá-los daquela indecência até não resistirem ao bom humor de Orlandinho e às aventuras matreiras da sua Orlandinha. Tudo acaba e volta a música, o artista levanta-se e descobre a face suada, sempre iluminada por um sorriso. ”

do blogue Oriente Crónico, de Carlos Morais Jose
http://macao.blogspot.com/